Técnico crê que o toque de bola é a característica principal da dupla de frente
Um dos ataques mais positivos do Brasileirão é o do Santos, com 48 gols, um a menos do que o Fluminense, e, não por acaso, dois jogadores de frente são os que mais se destacam na participação das jogadas decisivas da equipe alvinegra. Somados, Neymar e Zé Eduardo colaboraram em 64,5% dos lances que terminaram nas redes adversárias. O segundo, por sinal, deu a sua primeira assistência na competição, na vitória por 1 a 0 sobre o Internacional, nesta quarta-feira, justamente para o camisa 11 (reveja o lance no vídeo ao lado).
- Acho que é sempre importante pensar na equipe, estou em boa fase e podendo ajudar o time. O importante é não só fazer gols, mas também participar das jogadas. Fico feliz de estar ajudando também dessa forma - afirmou Zé Eduardo.
Neymar participou exatamente da metade dos gols santistas no campeonato, marcando nove vezes, distribuindo cinco assistências e colaborando em mais dez jogadas. Numa delas, da importante vitória por 3 a 0 sobre o Fluminense, no Engenhão, pela 28ª rodada, o atacante invadiu a área e acertou a trave duas vezes, mas, no rebote, Zé Love não desperdiçou a oportunidade de abrir o placar (assista ao gol chorado do Peixe no vídeo ao lado). O técnico Marcelo Martelotte está gostando da sua dupla de frente e acha que Neymar vem crescendo graças a essa parceria.
- A entrada do Zé mudou um pouco a característica do nosso time. Com a lesão do Marcel, você passa a não ter um jogador fixo na área, mas passa a ter um jogador de mais mobilidade lá na frente. Talvez isso tenha sido bom para o Neymar, já que ele busca um parceiro com essa característica de sair mais para tocar a bola. Isso foi positivo nos últimos jogos - analisou o treinador.
Neymar e Zé Eduardo são os diferenciais na hora de lances decisivos para o Peixe (Foto: Globoesporte.com)
A participação de Zé Eduardo é impressionante para um jogador que há algumas rodadas era reserva: 27%. O atleta alvinegro já fez oito gols, deu a sua única assistência na quarta-feira passada e ainda colaborou em mais quatro lances, sofrendo, inclusive, um pênalti no primeiro gol da vitória diante do Grêmio, por 2 a 1, pela 16ª rodada, convertido por Neymar.
- Tenho uma amizade com o Neymar fora de campo, a gente conversa bastante. Não sou um jogador de área, estou me adaptando a essa função com a lesão do Marcel, pela carência de jogadores. É importante o ataque ter jogadores rápidos, acho que facilita a tabela lá na frente. Eu e o Neymar estamos nos entendendo bem - garantiu Zé.
Outro atacante e o curinga do time ocupam a terceira posição no elenco em termos de participação nos gols. Marcel e Danilo, que já exerceu as mais variadas funções em campo, colaboraram em 23% das jogadas decisivas, sendo que o primeiro colocou sete bolas na rede e o outro três. Marquinhos (21%) e Madson (19%) também são bastante ativos no momento de definir uma partida. Já Paulo Henrique Ganso tinha uma colaboração de 30% antes de se lesionar e perder o restante do Brasileiro.
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